| O tratamento da dor nos casos de câncer |
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Dr. Roberto de Castro Bettega, da Neo Saúde, explica o funcionamento e o tratamento da dor oncológica Em muitos casos a dor é um sinal de alerta mas, principalmente, nos casos de doenças oncológicas. O Oncologista Clínico, especialista em cuidados paliativos e tratamentos da dor, Roberto de Castro Bettega, da Neo Saúde - Centro de Excelência em Tratamento Oncológico, explica que a dor é um sinal de alerta presente na espécie humana. Atualmente, sete milhões de pessoas sofrem dor por causa do câncer, no mundo e, segundo o Fundo de Pesquisa sobre o Câncer Mundial, este número tende a dobrar nos próximos 40 anos. Até 2020, esse número pode chegar a 16 milhões de pessoas. Dr. Roberto Bettega explica que a dor é uma experiência neurosensorial desagradável, cuja causa (estímulo doloroso) pode assumir diferentes formas, traumáticas ou patológicas, possuindo, em ambas, o dano tecidual ao final. "Essa lesão estimula a liberação de substâncias químicas endógenas, as quais estimulam os receptores dolorosos periféricos e os impulsos ascendem ao Sistema Nervoso Central, passando pela medula espinhal até chegar ao mesencéfalo. A informação é interpretada no Córtex Cerebral e a resposta a isso tudo é a dor", ensina. Nos casos das doenças oncológicas, ele avalia que 70% a 80% dos casos os pacientes sentem ou sentirão dor em alguma etapa da sua doença. "Hoje, nos hospitais oncológicos, é obrigatória a presença de centros de alívio da dor. Com o paciente aliviado de sua dor, seu tratamento especializado será melhor e com boa qualidade de vida, pois a dor é extremamente debilitante para o paciente e seus familiares, além da equipe médica que o atende", afirma. Dr. Bettega acredita que o controle da dor, nos pacientes oncológicos, requer um enfoque completo, que inclua avaliações regulares da dor, administração de medicamentos analgésicos apropriados, em intervalos regulares, terapia complementar à base de medicamentos para controlar os efeitos colaterais secundários e terapia sem fármacos, que preste atenção a fatores circunstanciais que possam aumentar a dor e o sofrimento. "O melhor tratamento para os pacientes oncológicos, contra a dor, é aquele feito por uma equipe multidisciplinar, com médicos, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, entre outros. Essas pessoas, reunidas, conseguem controlar a dor e dar melhor qualidade de vida aos pacientes", acredita. Bettega divide a dor em leve, moderada ou severa e diz que, na oncologia, o aumento da dor está relacionado ao avanço da doença, sendo, normalmente, este sintoma o responsável pela ida do paciente ao médico para a realização de exames e diagnóstico da doença. "No caso dos pacientes com câncer, eles têm grandes alterações psicológicas que podem agravar a dor em diferentes etapas, desde o diagnóstico, que é bastante traumatizante se não for bem conduzido pelo médico e após, nas novas descobertas dos tratamentos existentes que são, na maioria das vezes, desconhecido para o paciente e seus familiares", destaca. "Teremos então um paciente ansioso e angustiado, que nos dificulta o tratamento como um todo". Para o especialista, a dor deve ser tratada como um todo, desde seu aspecto orgânico, até o emocional, espiritual e social, para isso, é preciso não haver resistência dos profissionais da saúde em aceitar a dor como uma queixa verdadeira do paciente. "É preciso que o tratamento seja feito com profissionais bem orientados, pois temos no país uma grande variedade de opióides (medicamentos para dor) para que possamos tratar igualmente todos os pacientes, sem distinções. A dor deve ser tratada em todos os aspectos e temos, também, que alçar mãos de outros tratamentos, como a fisioterapia, radioterapia, acupuntura, musicoterapia, entre outros, que nos dão grandes resultados", finaliza. |


